O prefeito de Belo Jardim, Gilvan Estrela, voltou a repercutir ao fazer um discurso contundente contra os altos cachês de artistas durante debate com gestores municipais. Em tom firme, ele criticou valores milionários pagos por prefeituras e defendeu limites mais rígidos nas contratações.
“Eu não vou deixar o povo passar necessidade para dar um milhão de reais a uma banda”, afirmou o prefeito, ao destacar que a prioridade da gestão deve ser investir em áreas essenciais como saúde e educação.
Durante a fala, Gilvan chegou a citar nomes conhecidos do cenário musical, como Wesley Safadão, Flávio José e Gusttavo Lima, criticando a disparidade de valores cobrados por apresentações. Segundo ele, há casos em que artistas que antes cobravam cerca de R$ 15 mil passaram a exigir até R$ 200 mil em curto espaço de tempo.
O prefeito também defendeu que os gestores não sejam “reféns” de bandas e atrações, e rebateu o argumento de que a não contratação de grandes artistas pode gerar prejuízo político. “Você perde voto se não trabalhar pelo povo. Eu pergunto: quer médico no hospital ou banda de R$ 800 mil?”, questionou.
Gilvan Estrela ainda sugeriu a criação de um teto único nacional para cachês, sem diferenciação entre cidades grandes e pequenas. Para ele, a prática atual pressiona financeiramente os municípios e compromete o uso responsável dos recursos públicos.
A declaração ocorre em meio à decisão da Associação Municipalista de Pernambuco, que recomendou o limite de R$ 350 mil para contratações artísticas com recursos próprios. O posicionamento do prefeito reforça o movimento de parte dos gestores por maior controle nos gastos com eventos.









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