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Aninha prefere se amargar do que ser amargada com derrota em mesa diretora

Coluna Política – Por Bruno Oliveira

Ouvindo os bastidores de Nazaré da Mata

Como comunicador, uma das tarefas mais importantes que tenho é ouvir. Ouvir de verdade. Escutar com atenção o que as pessoas têm a dizer, principalmente quando elas carregam vivências que nos ajudam a enxergar além do que está nos holofotes.

Essa semana, escutando o amigo Josildo Santos — radialista que cresci ouvindo pela Naza FM — me peguei mergulhado em algo que, até pouco tempo atrás, observava de longe: a política nazarena. Aos poucos, venho me debruçando sobre esse cenário e tentando compreender seus contextos, suas raízes, seus nós e suas costuras.

A prefeita Aninha da Fermon, do PSD, segue como marinheira de primeira viagem na administração pública, enfrentando os desafios de uma cidade que recebeu, segundo muitos, completamente desmontada pela última gestão. Mas esse debate fica pra outro dia…

O que me chamou atenção — e que compartilho com vocês — é como até uma simples eleição de mesa diretora pode impactar diretamente os rumos de uma gestão e até mesmo as articulações futuras para 2028.

Aninha tinha um nome favorito para presidir a Casa Joaquim Nabuco: o vereador Afonso, do Avante. A ideia inicial era simples: garantir Edson por dois anos, e Afonso no biênio seguinte. Estava tudo costurado — ou parecia estar.

Mas o problema é que o pano rasgou antes de ser bordado.

A rejeição ao nome de Afonso ecoou forte, inclusive dentro do próprio grupo da prefeita. O que se diz nos bastidores é que vereadores aliados não engoliram o nome. A oposição, então, nem se fala. Resultado: a gestora recuou. Preferiu se amargar agora, do que ser amargada depois com uma derrota política em plena votação da mesa diretora.

Numa reunião tensa e longa — cerca de 4 horas — Aninha sentou com os parlamentares da sua base. Estavam lá Edson, Thiago Henrique, João, Afonso e Gideão. O objetivo? Redesenhar a estratégia. Ao fim, o acordo foi pela manutenção da atual mesa diretora, com Edson na presidência, doutor Thiago na vice e João como 1º secretário.

A leitura política é clara: Edson e Thiago são os únicos do grupo de Aninha com diálogo aberto com a oposição. São vistos como peças de equilíbrio. E num jogo tão apertado como esse, quem dialoga com os diferentes vale ouro.

E essa movimentação da base não é isolada. Durante o recesso, outro grupo se articulou em Carpina, numa reunião que contou com nomes como Nino Filho, Son da Saúde, Dani Dani, Joaquim Queiroz (filho do ex-prefeito Fabinho), Rex Moçambê, Van da Internet, Neco do Conselho e Adjair. Um time de peso, que pode definir o futuro da presidência da Câmara.

Neste jogo de xadrez político, onde cada movimento é calculado, a eleição da mesa diretora virou peça-chave no futuro político de Nazaré. E o ano de 2028, embora pareça distante, começa a ser desenhado desde agora — nos bastidores, nas reuniões silenciosas, nas conversas de pé de ouvido.

Como dizia um velho amigo: “Na política, nada é por acaso. E tudo começa onde ninguém está olhando.”

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