Lar Cultura Cais do Sertão, no Recife (PE), recebe exposição fotográfica em homenagem ao maracatu rural
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Cais do Sertão, no Recife (PE), recebe exposição fotográfica em homenagem ao maracatu rural

Recife será palco de uma imersão na memória e na cultura popular. Na próxima terça-feira (12), o Cais do Sertão, no Bairro do Recife, abre as portas para a estreia da mostra “De Cambinda ao Maracatu: Na Mata tem Brinquedo”, primeira exposição individual da fotógrafa pernambucana Cláudia Dalla Nora. A visitação é gratuita e vai até 12 de setembro, antecedendo o Dia do Patrimônio Histórico e Cultural (17/8). A realização tem incentivo do Governo de Pernambuco, via Secult-PE e Fundarpe, com recursos da PNAB – PE (Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura).

O maracatu de baque solto, ou rural, surgiu no século XVIII entre populações negras escravizadas e seus descendentes no interior pernambucano. Misturando elementos africanos, indígenas e europeus, essa manifestação resiste como patrimônio cultural e foi reconhecida pelo Iphan como Patrimônio Cultural do Brasil.

As imagens da mostra foram captadas em Nazaré da Mata – Capital Estadual do Maracatu Rural – e nas cidades de Tracunhaém e Buenos Aires. Ao todo, são 41 fotografias inéditas, entre cores vibrantes e preto e branco, que registram ensaios, cortejos e encontros comunitários. Destaque para imagens do Encontro de Maracatus do Engenho Bringa, em Tracunhaém, um dos principais espaços da tradição na Zona da Mata Norte.

Além de retratar o universo das apresentações, a fotógrafa mergulha no cotidiano de mestres e brincantes. “Se o maracatu desfila para não esquecer, eu fotografo para lembrar”, afirma Cláudia, que utiliza a fotografia como instrumento de memória e resistência.

A curadoria é assinada pela produtora cultural Gisele Carvallo. No espaço expositivo, fotografias flutuam em tecidos rústicos, lembrando velas ao vento, cercadas por figurinos confeccionados à mão por artesãos e folgazões. Versos de loas marcam o compasso do ambiente, enquanto a sonoridade de mestres e mestras embala a experiência.

Para ampliar a imersão, o público será envolvido por cheiros característicos da cultura canavieira, como terra molhada e galhos de arruda, criando uma experiência sensorial que conecta imagem, som e aroma, convidando todos a “caminhar no ritmo do maracatu”.

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