quarta-feira , 25 março 2026
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MPPE abre inquérito para investigar possíveis “servidores fantasmas” na Câmara de Carpina

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) instaurou um inquérito civil para apurar denúncias de possíveis irregularidades na frequência de servidores da Câmara Municipal de Carpina, na Zona da Mata Norte do Estado. A investigação busca esclarecer se funcionários estariam recebendo salários sem cumprir expediente, o que pode caracterizar atos de improbidade administrativa.

O procedimento, de nº 02207.000.247/2025, foi instaurado pela 2ª Promotoria de Justiça de Carpina e é assinado pelo promotor Guilherme Graciliano Araujo Lima, com data de 12 de janeiro de 2026.

Foco da investigação

A apuração teve início a partir de uma Notícia de Fato que aponta a possível existência de servidores que estariam sendo remunerados sem a efetiva prestação de serviço ao Legislativo municipal. O MPPE pretende verificar, entre outros pontos:

Possíveis consequências

Se comprovadas as denúncias, os responsáveis poderão sofrer sanções como:

  • Perda da função pública;
  • Suspensão dos direitos políticos;
  • Obrigação de ressarcimento integral dos valores pagos indevidamente aos cofres públicos.

Próximos passos do MPPE

Com a abertura do inquérito, a Promotoria determinou medidas iniciais para aprofundar a investigação, incluindo:

  1. Registro oficial do procedimento no sistema de inteligência do Ministério Público;
  2. Comunicação ao Procurador-Geral de Justiça e à Corregedoria do MPPE;
  3. Apoio técnico do Centro de Apoio Operacional (CAOP) do Patrimônio Público, que auxiliará na análise das informações coletadas.

O inquérito seguirá em andamento até a conclusão das diligências e eventual adoção das medidas judiciais cabíveis.


O Olhar do Jornalista

Imagine que o patrimônio público seja como um grande reservatório de água, feito para abastecer toda a cidade. Quando alguém recebe sem trabalhar — o chamado “servidor fantasma” — é como se surgisse um vazamento clandestino nesse reservatório. No fim das contas, quem paga a conta é sempre o cidadão, que vê recursos destinados a serviços públicos escorrerem pelo ralo da irregularidade.

Texto: André Luis

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