quarta-feira , 18 março 2026
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ou você é Lyra ou você é Campos: o cabo de guerra

Por Bruno Oliveira

“Quem viver em Pernambuco, não há de estar enganado: ou há de ser Cavalcanti, ou há de ser cavalgado.” A máxima atravessa o tempo e segue atual no tabuleiro político estadual. Hoje, adaptada aos novos personagens, a lógica é direta: ou se está com Raquel Lyra ou com João Campos.

Em Brasília, o cabo de guerra já está armado — e ninguém quer ficar no meio.

A governadora deixou o Recife fortalecida. O PSD passa a contar com sete deputados estaduais na Assembleia Legislativa, consolidando um avanço importante. Do outro lado, João Campos também foi à capital federal, mas com um sinal de desgaste: a saída do deputado Aglailson Victor do PSB para o PSD.

Não há mais espaço para movimentos tímidos. A disputa agora é por território político, alianças e sobrevivência eleitoral. No centro das negociações estão nomes estratégicos como Marília Arraes, Miguel Coelho e Silvio Costa Filho — todos cortejados simultaneamente pelos dois lados.

O calendário impõe pressa. A federação União Progressista será formalizada no dia 26, encurtando o tempo para definições. Nos bastidores, cresce a expectativa de que Miguel Coelho possa romper com a gestão do Recife. Ao mesmo tempo, a exoneração de indicados ligados ao deputado Eduardo da Fonte reforça a leitura de que há movimentos sem volta.

Do lado socialista, a estratégia de João Campos é clara: atrair PP e União Brasil para sua aliança, inclusive na composição majoritária. A meta é fechar a chapa até o dia 25 — mesmo que isso implique uma eventual renúncia à Prefeitura dentro do prazo legal.

Enquanto isso, os principais nomes desse jogo evitam prolongar indefinições. Marília, Silvio e Miguel sabem que, neste cenário, hesitar pode significar perder espaço.

No pano de fundo, há ainda a influência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o Planalto, um Pernambuco com candidaturas fortes ao Governo e múltiplos nomes competitivos ao Senado pode ser estratégico.

No fim das contas, a máxima segue atualizada: em Pernambuco, não existe espaço para neutralidade. Ou você escolhe um lado… ou será puxado por ele.

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