A base da governadora Raquel Lyra na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) sofreu um duro revés político nesta quarta-feira (8). A bancada do Partido Progressistas (PP) decidiu, por unanimidade, deixar o bloco de apoio ao governo estadual, reduzindo significativamente a sustentação da gestão no Legislativo.
De acordo com fontes ligadas ao partido, a demissão de Bruno Rodrigues da Ceasa foi a “gota d’água” para o rompimento. Ele era indicado pelo deputado federal Eduardo da Fonte, que também preside o PP em Pernambuco e a federação União Progressista no estado.
Com a saída, o governo perde imediatamente o apoio de 10 deputados estaduais. O movimento pode ganhar ainda mais impacto caso o União Brasil, que integra a federação ao lado do PP, siga o mesmo caminho e também rompa com o Palácio do Campo das Princesas. Nesse cenário, a baixa pode chegar a 11 parlamentares.
A decisão ocorre em meio a um ambiente de tensão crescente entre o governo e o PP, que já vinha dando sinais de afastamento após a exoneração de indicados da legenda em cargos estratégicos da administração estadual, indicando um rompimento político em curso.
Nos bastidores, a saída da bancada progressista amplia as dificuldades do Executivo na aprovação de matérias de interesse do governo, especialmente em um momento delicado, marcado por impasses como a votação da Lei Orçamentária Anual (LOA).
O próximo passo da sigla será definido em reunião convocada por Eduardo da Fonte. O encontro está marcado para a próxima segunda-feira (13), quando a bancada deverá discutir os novos rumos políticos da legenda, já de olho nas eleições de 2026.









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