Saiu a pesquisa Quaest e ela trouxe um retrato curioso da política de Pernambuco. É aquele tipo de resultado que dá motivo tanto pra sorrir quanto pra se preocupar. No caso da governadora Raquel Lyra, a boa notícia é que seu governo continua aprovado pela maioria. São 51% de aprovação contra 45% de desaprovação, um índice que se manteve igual ao de fevereiro. Isso mostra que, apesar das críticas, a população reconhece avanços em áreas importantes. Educação, por exemplo, teve 55% de avaliação positiva. Habitação, 42%. Até na saúde, onde sempre há reclamações, o saldo foi levemente favorável: 35% positivo, 33% negativo e 32% regular. Infraestrutura também aparece com avaliação positiva, e só transporte público e segurança ficaram com saldo negativo mais consistente.
Mas aí vem a má notícia para Raquel: quando a pergunta é sobre reeleição, 54% dos entrevistados dizem que ela não merece um novo mandato. Esse dado pesa. Mostra que, apesar da gestão aprovada, a população não enxerga aquela “revolução” prometida em campanha. Existe uma sensação de frustração no ar, como se o governo estivesse entregando, mas ainda abaixo da expectativa que foi criada.
Do outro lado, João Campos. A boa notícia pra ele é clara: segue na frente com larga vantagem. Tem 54% das intenções de voto contra 33% de Raquel e 4% de Eduardo Moura. Ou seja, é o favorito disparado na corrida. Mas também tem um dado que acende um sinal amarelo. Na pesquisa anterior, ele tinha 56% e Raquel apenas 28%. Agora, ela subiu cinco pontos. Isso abre espaço pra possibilidade de segundo turno.
Só que, convenhamos, essa “má notícia” não chega a preocupar tanto assim João. Quem tá na frente só olha pelo retrovisor. E se a disputa realmente for para um segundo turno, entra em cena o peso das alianças políticas, que costumam favorecer quem já lidera. Para quem vem de trás, o caminho é sempre mais difícil, porque precisa não apenas crescer, mas também superar um adversário consolidado.
No fim das contas, a Quaest trouxe uma fotografia clara: Raquel tem uma gestão aprovada, mas um projeto de reeleição enfraquecido; João tem a liderança eleitoral, mas já percebe que a vitória pode não vir tão fácil no primeiro turno.
Uma notícia boa e uma ruim para cada um e, como diria o matuto raiz, essa pesquisa “tá mais mior pá Jão”.
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