O Olhar do Jornalista | Por Bruno Oliveira
A sessão da Câmara Municipal de Buenos Aires, realizada nesta quinta-feira, escancarou algo que a população já percebe há muito tempo: a falta de resposta.
A sessão foi presidida pela vereadora Jô, ao lado do vereador Sil e da Neuza. Também estiveram presentes os vereadores Condessa, Lenilson, Romildo, Osmar e Cleide. A ausência do vereador Dr. Fernando foi justificada por conta de uma recente cirurgia.
O vereador Sil apresentou um pedido formal de informações sobre o concurso público municipal. E a pergunta é inevitável: até quando Buenos Aires continuará sobrevivendo sem concurso? São mais de 20 anos sem abertura de vagas efetivas, enquanto cresce o número de contratos e cargos comissionados.
Sil também solicitou esclarecimentos sobre as medidas adotadas pela Prefeitura após a Operação Marajó. E aqui entra um ponto grave: já se passaram cerca de quinze dias e, até agora, a gestão municipal não apresentou uma nota oficial sequer. Nenhum posicionamento claro. Nenhuma explicação convincente. Absolutamente nada.
Quando o silêncio vira regra dentro de uma gestão pública, ele deixa de ser estratégia e passa a ser arrogância institucional.
O vereador Lenilson também fez cobranças necessárias ao solicitar informações detalhadas sobre o decreto de emergência e calamidade pública divulgado pela Prefeitura. Afinal, a população ainda não entendeu quem realmente será beneficiado, quais comunidades foram oficialmente reconhecidas como atingidas, quantas famílias estão em situação crítica e como os recursos serão aplicados. (Inclusive agradeço a citação se referindo ao trabalho do Buenos Notícias)
Condessa fez o pedido sobre os mais de R$ 5 milhões oriundos da concessão da Compesa. Para onde irá esse dinheiro? Como será investido? Existe planejamento técnico? Existe transparência? Ou mais uma vez a população ficará apenas assistindo anúncios enquanto continua convivendo com problemas antigos?
A população não quer espetáculo, não quer propaganda e nem postagem ensaiada. Quer respostas. Quer respeito. Quer clareza sobre dinheiro público, decisões administrativas e medidas que impactam diretamente a vida das pessoas.
Quando vejo o silêncio da Prefeitura diante de tantos questionamentos importantes, só lembro da música do Revelação: “fala baixinho que ninguém pode saber que eu tô aqui”. E talvez seja exatamente essa a sensação que fica para a população: uma gestão que evita falar, evita explicar e parece cada vez mais distante das respostas que o povo espera.









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