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Clero de Nazaré se reúne na Catedral para Missa do Crisma com renovação de promessas e bênção dos óleos sagrados

Na manhã da Quinta-feira Santa (2), o clero da Diocese de Nazaré da Mata participou da tradicional Missa do Crisma, celebrada na Catedral Nossa Senhora da Conceição. A celebração, presidida pelo bispo diocesano Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, reuniu presbíteros, diáconos, religiosos, seminaristas e fiéis, marcando um dos momentos mais significativos do calendário litúrgico católico.

A Missa do Crisma antecede o início do Tríduo Pascal — período central da fé cristã — que começa oficialmente com a Missa da Ceia do Senhor (Lava-pés), na noite da própria quinta-feira.

Logo no início da celebração, Dom Lucena destacou o chamado vocacional como um dom essencial para a Igreja. “É preciso escutar a voz do Mestre que chama: ‘Vem e segue’. Cada vocação é um dom imenso para a Igreja e para quem a acolhe com alegria”, afirmou, acolhendo todo o clero e os fiéis presentes.

Durante a homilia, o bispo explicou o profundo significado da celebração, considerada uma das mais densas do Ano Litúrgico. Segundo ele, a Missa do Crisma expressa a unidade entre o bispo e os sacerdotes, que concelebram a Eucaristia como sinal de comunhão no sacerdócio de Cristo.

Um dos momentos mais marcantes foi a renovação das promessas sacerdotais, quando os padres reafirmaram publicamente o compromisso assumido no dia da ordenação. O gesto simboliza a renovação da missão e da entrega ao serviço do povo de Deus.

“Somos convidados a voltar ao primeiro amor, àquele momento em que deixamos tudo para seguir o Mestre. A Igreja precisa de presbíteros santos, alegres e comprometidos com o Evangelho”, destacou o bispo.

A celebração também contou com a bênção dos óleos sagrados — dos enfermos e dos catecúmenos — e a consagração do Santo Crisma, utilizados nos sacramentos ao longo de todo o ano nas paróquias da diocese. Os óleos foram apresentados em procissão até o altar, junto com o pão e o vinho.

Dom Lucena explicou o significado de cada óleo: o dos enfermos, destinado ao consolo dos que sofrem; o dos catecúmenos, que fortalece os que se preparam para o batismo; e o Santo Crisma, sinal da consagração e da missão do povo de Deus.

Ao final da celebração, o bispo fez um apelo aos fiéis para que sustentem os sacerdotes por meio da oração, do perdão e da colaboração na missão evangelizadora. “O sacerdócio ministerial só tem sentido no serviço ao povo de Deus. Somos todos pedras vivas de um edifício espiritual cuja base é Cristo”, concluiu.

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