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“Escolhi e fui escolhido”: quando o amor transcende os laços de sangue

Por Bruno Oliveira

Há coisas na vida que não sabemos explicar. Pessoas aparecem em nossas vidas sem muitas explicações e, quando percebemos, já ocupam um espaço que não cabe em palavras.

Há seis anos, eu te conheci. Te vi tão pequena e senti nascer um sentimento que não cabia no peito. Mesmo tão jovem, eu me sentia experiente o suficiente para te ensinar. Hoje, minha pequena já não é tão pequena. Você me aperreia, é verdade, mas eu te amo. E talvez você ainda não compreenda o tamanho desse amor.

Você se tornou uma das minhas maiores motivações para buscar sonhos mais altos e voos cada vez maiores — tão grandes quanto o seu sobrenome, Falcão.

“Você conhece os meus erros e eu conheço os seus.” E é justamente isso que torna tudo tão verdadeiro. Você conhece minhas imperfeições, eu conheço as suas, e, ainda assim, escolhemos estar juntos, aprendendo, crescendo e dividindo a vida.

Você é um bem precioso. Tem um coração infantil, bondoso, generoso e sem intenção de machucar. E o que dizer aos pais? Talvez a mensagem seja simples e objetiva: o amor está dentro da nossa casa.

Filhos são uma dádiva perfeita concedida por Deus, sejam eles de sangue ou não. E eu me arrisco a dizer: você é um dos grandes amores da minha vida.

Quando revejo nossas primeiras fotos, percebo algo que talvez naquela época eu não soubesse explicar: o olhar de afeto, carinho e verdade. O sentimento sempre foi real.

Nossas brincadeiras, nossos jogos, nosso jeito, nossas palhaçadas e, como sua mãe mesmo costuma dizer, somos os “parceiros da cachorrada” — principalmente quando fazemos alguma coisa errada e ela manda procurar o parceiro para resolver.

A vida nos deu a oportunidade de viver e aprender sobre o amor. E esse amor é lindo.

Eu não entendia completamente o que era o amor de pai até encontrar você. Descobri que é um amor capaz de fazer a gente sofrer sorrindo. O pai tem essa missão: proteger, apoiar, permanecer firme e não deixar que os ataques da vida atravessem aqueles que ama.

Você é doce, meiga e amorosa. Talvez hoje ainda não compreenda o quanto é madura e, principalmente, o quanto é forte. Você tem enfrentado situações difíceis com uma força que, muitas vezes, até me surpreende.

Você é e sempre será minha melhor aluna, minha filha, minha parceira de cachorrada e minha eterna “presidente dos piolhos”.

Te amarei para sempre, minha filha do coração. De perto ou de longe, farei tudo o que estiver ao meu alcance para te ver feliz.

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